Segurança em Eletricidade – Histórico

Segurança em Eletricidade – Histórico

Todos os profissionais da área elétrica conhecem o termo Choque Elétrico, termo este muito temido nesta área. O Choque Elétrico é a passagem de uma corrente elétrica através do corpo, utilizando-o como um condutor. Esta passagem de corrente pode causar apenas um  susto, porém também pode causar queimaduras, fibrilação cardíaca ou até mesmo a morte.
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O choque elétrico tem as seguintes características:

• O choque elétrico, geralmente causado por altas descargas, é sempre grave, podendo causar distúrbios na circulação sanguínea e, em casos extremos, levar à parada cárdio-respiratória;
• Acidentes com eletricidade são muito comuns no dia-a-dia e devemos ter muito cuidado, principalmente com as crianças. A principal medida para evitar os acidentes com o choque elétrico é o estabelecimento de cuidados para evitar o contato com a eletricidade, usando objetos de borracha e tendo atenção com as tomadas e fios sem proteção;
• A rede elétrica é projetada de modo a não oferecer riscos à população. Mas chuvas, ventos, galhos de árvores, colisão em postes e outros acidentes podem partir um cabo e deixá-lo pendurado ou caído no chão;

Deve-se ter muito cuidado com tomadas, fios desencapados e até mesmo a rede elétrica de distribuição de energia, pois são muito perigosos e com alto poder para eletrocutar uma pessoa e causar até mesmo a morte.

Estas e outras informações são repassadas à pessoas leigas, que não trabalham com eletricidade e que desconhecem o real perigo que esta pode causar se utilizada de maneira incorreta e sem prudência, porém quais são as orientações que devem ser repassadas aos profissionais que atuam na área ELÉTRICA?


A eletricidade nos cerca por todos os lados. A vida moderna, do jeito que conhecemos hoje seria impossível sem ela. Ela está em nossas residências, na maioria dos equipamentos portáteis através de baterias, durante as tempestades, em dias secos propícios a formação de eletricidade estática, entre outros.

Quando os primeiros profissionais da eletricidade surgiram há mais de um século, 1 em cada 2 morriam em serviço.
Nos primórdios da utilização da eletricidade pouco se sabia sobre seus riscos. Os técnicos estavam diante de uma nova tecnologia, envolvendo tensões de 2.400V à 7.600V. Não havia conhecimento disponível de como lidar com essa fonte de energia de maneira segura. As regras de segurança eram inexistentes. Nesta época os serviços com eletricidade matavam mais do que qualquer outro trabalho.
Em 1891 alguns destes trabalhadores indignados com a falta de segurança fundaram a irmandade dos eletricistas.

No início do século XX, a demanda por eletricidade e seus benefícios explodiu. O setor industrial cresceu e novos aparelhos elétricos impulsionaram o crescimento econômico. No entanto somente após a segunda guerra mundial a indústria de energia iniciou uma campanha de segurança.

O surgimento dos primeiros EPIs foram ocorrer somente na década de 50 onde foi implementado como medida de segurança, de forma obrigatória, a utilização do CAPACETE. Nesta época ele era conhecido como o “balde de miolo”, nome dado devido o material ser muito duro e sua aparência com o conhecido balde.
No Brasil morrem aproximadamente 3.000 pessoas por ano devido a acidentes de trabalho. Os profissionais do setor elétrico, em 2001, tiveram 2,87 vezes mais mortes que os demais trabalhadores. Já os trabalhadores de empresas terceirizadas de concessionárias morreram aproximadamente 6 vezes mais que os trabalhadores de outras áreas.
Não precisamos de nenhum especialista para verificar que são números assustadores e que merecem atenção!
A Norma Regulamentadora n° 10 foi aprovada pela Portaria n° 3.214 de 1978, somente após 24 anos de sua publicação o texto da NR10 foi atualizado.
A necessidade de atualização da Norma Regulamentadora n° 10 teve fundamento na grande transformação organizacional do trabalho ocorrida no setor a partir da década de 1990, em especial no ano de 1998 quando se iniciou o processo de privatização do setor elétrico.
Baseado em todos estes dados é possível perceber a importância da realização da Norma Regulamentadora n° 10, não só para o cumprimento das obrigações estabelecido nesta, mas também para evitar a ocorrência de acidentes nesta área de atuação profissional tão perigosa e com muitos casos de morte.

Abaixo de forma simples vamos apresentar algumas práticas seguras que devem ser seguidas para que não ocorram acidentes.

1 • Antes de iniciar um trabalho:
– Desenergize todas as fontes de energia;
– Desconecte controle de circuitos tais como, botões de partida, chaves seletoras, intertravamento de segurança.
2 • Trave e etiquete todas as fontes de energia:
– Coloque trava e etiqueta em casa meio de desconexão usado para desenergizar circuitos;
– Coloque cadeados de forma a prevenir meios de operar os comandos;
– Etiquete cada cadeado.
Para os casos onde o cadeado não puder ser aplicado, uma etiqueta sem trava precisa ser complementada por ao menos uma última e adicional medida de segurança, que ofereça um nível de segurança igual ao do cadeado.
3 • A energia residual precisa ser aliviada antes de iniciar o trabalho:
– Descarregue todos os capacitores;
– Curte-circuite e aterre todos os elementos de alta capacitância.


Como certificar que o sistema está desenergizado?
          • Certifique-se que o seu aparelho de voltímetro esteja funcionando corretamente. Cheque em uma fonte sabidamente energizada de algumas voltagens para assegurar que ele está funcionando, antes e depois de checar o circuito no qual você estará trabalhando;
          • Opere os controles do equipamento para checar se o mesmo não pode ser religado;
          • Use equipamentos de teste para testar o circuito e componentes elétricos quanto à voltagem e corrente.
Para efetuar a reenergização do equipamento:
      • Efetue testes e inspeções para assegurar que todas as ferramentas, jumpeadores elétricos, curtos circuitos, terras e outros dispositivos tenham sido removidos;
          • Avise aos outros trabalhadores para se manterem longe dos circuitos e equipamentos;
          • Somente a pessoa que aplicou os cadeados e etiquetas pode removê-los;
          • Cheque visualmente se todos os empregados estão longe dos circuitos e equipamentos.
Todos os trabalhadores que lidam com equipamentos energizados precisam estar acostumados com o uso apropriado de técnicas preventivas especiais, materiais de isolamento elétrico e físico e ferramentas isolantes.
Para tanto, quando for trabalhar em circuitos energizados:
          • Isole a área de todo tráfego;
          • Coloque placas e barreiras;
          • Use um auxiliar, se necessário;
          • Use ferramentas, tapetes e mantas isolantes.

Materiais condutivos precisam ser manuseados de forma a resguardá-los de contato com elementos de circuito energizados ou parte do próprio circuito. Portanto, quando for trabalhar remova todos os artigos condutores de ornamentos e roupas, como, por exemplo: anéis, pulseiras, correntes, colares, tornozeleiras, correntes de chaveiros, braceletes, relógio, avental metalizado, etc.

Todos os instrumentos de teste, fiações e condutores precisam ser visualmente inspecionados quanto aos defeitos externos e danos, antes do equipamento ser utilizado. Todo item com defeito deve ser removido de serviço.
É importante também que todos os trabalhadores que atuam em áreas onde há potencial de acidentes elétricos, precisam usar EPI apropriado ao trabalho a ser executado.
    • Mantenha sempre seus EPI’s em condições seguras após o uso.
    • Use capacetes não condutivos, onde quer que haja um risco de ferimento da cabeça por choque elétrico ou queimaduras, devido ao contato com partes energizadas.
   • Use proteção para os olhos e face, onde haja risco de ferimento dos mesmos, devido a arcos elétricos, fagulhas ou partículas volantes resultantes de explosão elétrica.
   • Não use seu EPI quando houver: buracos, rasgos, bolhas, manchas por ação de químicos, furo ou corte, rachaduras, sinais de queimaduras, afinamento das superfícies, trincas ou descosturas, qualquer mudança de textura, com objeto estranho dentro e qualquer defeito ou dano que possa danificar suas propriedades isolantes.
   • Todo EPI tem um prazo de validade, e se o seu não estiver mais atendendo aos requisitos necessários, informe ao supervisor para que a troca seja efetuada. EPI que não protege, de nada serve!
O trabalhador precisa ser capaz de visualizar o que está fazendo enquanto trabalha com equipamento energizado. Portanto, não trabalha com equipamentos energizados quando:
   • Não houver iluminação adequada.
   • Houver uma obstrução que prejudique a visão da sua área de trabalho, pois você pode alcançar cegamente áreas que podem conter partes energizadas.
Informações adicionais:
   • Se for trabalhar em ambiente molhado, certifique-se de estar utilizando equipamentos elétricos adequados.
 • Somente trabalhadores qualificados podem desativar com segurança o sistema elétrico, e só temporariamente. Enquanto o trabalhador estiver trabalhando no equipamento, o sistema deverá estar desligado. Só voltará a condição operável quando o trabalho estiver terminado.
  • Proteção de sobrecarga de circuitos e condutores não pode ser modificada, até mesmo em uma base temporária.

E o mais importante antes de iniciar as atividades:
Conheça os perigos da eletricidade !
Conheça o equipamento que for utilizar !
Utilize as práticas de segurança !
Não trabalhe com circuitos energizados sem permissão !
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O BLOG Dipolo Elétrico publicou mais esta matéria assim como todas as outras postadas até o momento para compartilhar com todos os profissionais do setor a importância e o foco em segurança. Caso tenham alguma sugestão de assunto relacionada a segurança nos trabalhos realizados com eletricidade favor nos encaminhar, todas as sugestão serão bem vindas.
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